
Neste artigo que fala sobre amizade, quero enfatizar de maneira muito especial a garota Nayara...
Quem acompanhou o drama durante as 100 horas em cárcere privado vivido pela garota Eloá, pode perceber, entre a preocupação dos familiares e amigos, a notável coragem da menina Nayara...
Confesso que fiquei aliviada quando o sequestrador a libertou e depois achei um absurdo quando ela voltou e acabou novamente como refém, questionei por várias vezes que seus pais não deveriam ter permitido isso, e muito menos a polícia... mas só parei para analisar o sentido da jovem ter adentrado ao local, quando me coloquei no lugar dela, e descobri que em seu lugar faria o mesmo...
Como deixar um amigo em perigo, com medo e só?...
com certeza a jovem Eloá estava desesperada, aflita e com muito medo, como se já estivesse prevendo o trágico final...
Analisando o sentimento da menina Nayara, penso que ela não pestanejou ao tomar essa atitude de voltar e sofrer junto com a amiga;
ela esqueceu seus medos naquele momento, e embora fosse tão frágil quanto Elloá, ela se fez forte para acalmar a amiga, e conseguiu ser amiga até o último momento...
Segundo a equipe médica Nayara está se recuperando bem e logo sairá do hospital; tenho certeza que o amor dela era tão grande por sua amiga que ela não deve ter se arrependido em nenhum momento de fazer o que fez... talvez o coração dela não ficasse em paz se não tivesse passado o último momento junto com sua melhor amiga...
À Nayara, minha eterna gratidão...
Não a conheço, porém a admiro muito;
coragem como a sua, Nayara, falta nas amizades de hoje,
coragem de dar a vida pelo irmão, pelo amigo...
Vou guardar eternamente em meu coração esta lição de vida e amizade,
e sei que Eloá lá no céu, está muito feliz em saber que aqui na terra teve uma amiga de verdade...
Deixo aqui minha tristeza pela morte da garota Eloá;
e meu pedido de misericórdia pela vida do garoto Lindembergue, pois só Deus na sua bondade infinita poderá cuidar daquele coração e ensinar o que realmente é amar...
Paz e Bem;

